Mesmo com o surgimento de outros canais de comunicação, o poder da televisão ainda é superior ao de qualquer mídia quando pensamos no agronegócio. Isso é o que indica a 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, realizada pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMR&A).

O estudo, considerado a principal referência sobre o comportamento desse público, apresenta dados demográficos e de consumo de trabalhadores e proprietários rurais, o que contribui para a compreensão desse mercado tão importante para a economia brasileira, já que representa 23% do PIB nacional.

No post de hoje, apresentamos as principais informações desse estudo, que demonstra o poder da televisão e de outras mídias que podem ser usadas no agronegócio. Confira!

O perfil de quem está no agronegócio

Antes de mais nada, é importante entender o perfil dos participantes do estudo. A pesquisa foi realizada em 15 estados e os 2835 produtores rurais, que atuam no segmento de agronegócio no Brasil, responderam a mais de 100 questões.

A idade média dos agricultores e produtores de animais participantes é de 46 anos (dois anos a menos que na pesquisa anterior, realizada em 2013). Isso demonstra que há, hoje, uma maior participação dos filhos nas tomadas de decisão do negócio. Apenas 21% deles têm educação de nível superior: 42% em agronomia e os demais em veterinária, administração de empresas e cursos relacionados.

A participação da mulher nas decisões dos negócios triplicou no intervalo entre as duas pesquisas e foi de 10 para 31%. Essa mudança mostra um novo público e a necessidade de mudar a forma de comunicação para atingi-lo.

O consumo de mídia do trabalhador do agronegócio

O estudo levanta dados sobre o hábito de consumo de mídia desse público, bem como mostra a importância de cada uma delas e como as empresas podem usá-las para abordar essas pessoas. 

A televisão representa o canal mais disseminado: 92% indicam usar essa mídia para se informar e como forma de entretenimento. O segundo canal mais utilizado é o rádio, com 75% (um crescimento de 7% desde a pesquisa de 2013). Em seguida, vêm os meios digitais, com 42% dos entrevistados indicando seu uso, o que representa 7,7% a mais em relação à sondagem anterior.

Dentro dos canais digitais, 96% indicam o uso do WhatsApp, 67% citam o Facebook e 24% usam o YouTube como fonte de informação e entretenimento no dia a dia. Além disso, 20% revelaram que usam o Messenger, 8% estão na plataforma Instagram e apenas 5% são usuários do Skype.

Outro fator importante identificado no estudo foi a ascensão do uso de smartphones pelos produtores rurais: em 2013, apenas 17% deles tinham um dispositivo, mas hoje o número atinge 59%. Isso indica a formação de uma nova geração no campo, mais conectada e que consome muito mais informação no meio digital.

O poder da televisão

A pesquisa mostra, ainda, que a televisão é o canal mais importante para o público rural. Isso não é diferente em outras realidades do Brasil, como aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2016, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados indicam que a televisão está presente em 97,1% dos domicílios entrevistados, um número que ultrapassa os 60 milhões de aparelhos.

Isso mostra a importância desse canal como meio para divulgar informações. Em números, estima-se que 65% do investimento em publicidade do país é colocado nessa mídia — e que essa tendência deve ser mantida nos próximos anos, Entretanto, outros canais, como a internet, têm crescido no planejamento de marketing das empresas, graças à sua adoção massiva, bem como a facilidade e a flexibilidade que oferecem.

O espaço para crescer

A pesquisa ainda fala sobre como a cobertura das mídias de comunicação não é suficiente para a importância do setor nem chegam perto do valor que ele movimenta. Nesse sentido, há espaço tanto para novas empresas que queiram se especializar em mídias para o segmento quanto para os negócios que querem expandir suas operações usando esses canais.

Atualmente, a mídia não destina espaços específicos para o agronegócio. São poucos os veículos especializados no assunto, como os programas Globo Rural e Agro Jornal (do SBT) e as revistas A Granja, Dinheiro Rural e Successful Farming. No meio digital, também não há muitas opções, mas algumas agências, como a 2 Design, são direcionadas para o marketing no setor agrícola. 

A percepção da importância da mídia tem aumentado entre os produtores e agricultores. Hojé é possível encontrar exemplos de empresas do ramo que aumentaram seus resultados investindo em diferentes meios de comunicação.

A importância do marketing digital

A adoção das mídias digitais tem aumentado no setor agrícola, evidenciando a necessidade de olhar para esse canal como um meio de comunicação importante. A internet serve como uma ferramenta inteligente para encontrar parceiros, fornecedores, clientes e outras informações que ajudam o produtor rural a manter seu negócio competitivo. Confira, a seguir, algumas práticas que podem ser úteis.

SEO

A primeira estratégia de um produtor ou agricultor que queira entrar no meio digital é obter um site para seu negócio. O indicado é que ele seja construído considerando as boas práticas de Search Engine Optimization (SEO) para que atenda às exigências dos buscadores on-line, como o Google, e aumente suas chances de ser a primeira opção quando um cliente ou parceiro buscar uma solução.

Produção de conteúdo

A maior parte das empresas dentro do agronegócio lida com atividades técnicas, que não são simples de divulgar para o público. Uma estratégia de produção e disseminação de conteúdo on-line pode ajudar a mudar isso. Essa prática aumenta o conhecimento sobre o que a empresa faz, o mercado em que ela atua e sua importância. Se for bem-feita, essa estratégia ajuda a construir a imagem da empresa como referência no assunto.

Mídias sociais

Como mostra a pesquisa da ABMR&A, Facebook, Youtube e outras redes sociais estão na lista das mídias usadas pelo público rural. Isso pode ser aproveitado como uma oportunidade para a empresa se aproximar desse público e melhorar seus resultados.

Eventos e feiras

Uma característica forte do setor rural é a participação em eventos e feiras do setor. Isso fomenta o contato e o conhecimento entre os players, bem como ativa o networking. O marketing digital pode contribuir para essa experiência, em uma estratégia integrada em on e off-line.

Para quem organiza esse tipo de evento, o ambiente digital pode ajudar a aumentar seu alcance. Uma das alternativas é fazer a captação de participantes de forma antecipada e, assim, conseguir mais visualização para a empresa.

Fica evidente o tamanho do mercado e as possibilidades do marketing no agronegócio. Mesmo que o poder da televisão seja superior ao de todas as demais mídias, o meio digital vem ganhando os usuários do segmento e vale a pena investir nessas estratégias para trazer resultados para o negócio.

Gostou de conhecer o poder da televisão e as mídias que podem ser usadas na estratégia de marketing de agronegócio na sua empresa? Então não deixe de nos seguir nas redes sociais para receber dicas como essas na sua timeline. Estamos no Facebook, no Instagram e no LinkedIn!